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18
Fev24

18/02/2024

por Quiquera

A partir de uma certa hora, o edifício parece adormecido.

Como companhia tenho o zumbido do ar condicionado. O som de uma porta que se abre e fecha, lembrando que, afinal, não me encontro só.

As luzes desligadas automaticamente pela falta de movimento, acendem-se repentinamente, ao som dos passos do vigilante.

Fico sozinha. Atirada para um poço de pensamentos que me submergem.

Balanço-me na cadeira, pouco preparada para confortos nocturnos, e enfrento-me.

Revejo o meu passado, enquanto penso o futuro.

Será possível que a vida seja só isto?

Por vezes penso que ando a desperdiçar tempo. Que sempre andei.

Não que não tenha feito coisas que me deram prazer e orgulho. Não. 

Mas não as fiz por mim, na grande maioria das vezes. Fiz por amor. Por amizade. Por necessidade.

Agora, imprime-se em mim a sensação de que já vou tarde. A certeza de não te encontrar de novo aqui. Nunca mais.

 

O tempo. O tempo que parte. Que passa lento nos momentos de silêncio e tão rápido quando o vivemos.

Que não controlamos. Nem mesmo quando o sonhamos.

Quiquera 

publicado às 03:00



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